Eu nunca fiz nada com moderação

Não, eu nunca entendi

Todo meu sentimento era tudo ou nada

Agora vem ela,

pedindo que eu tenha um pouco de

moderação,

um pouco de cautela,

o que é algo como

“espere! eu posso te machucar”

Mas eu não consigo me segurar,

não consigo aguentar a tensão

eu estou tentando não me expor

ao sol

E você quer que eu a use com moderação

mas você não percebe?

que eu até gostaria de poder?

mas minhas mãos

elas descem com certa rapidez

E quando ela sobe as escadas

olhando pra trás

minha sede consome todo silencio

que vínhamos cultivando,

eu cravo meus dentes em seu pescoço

Arrasto pelo seu peito

Para sentir o gosto do seu coração pulsante

Meus dedos arranham sua pele

Tentando rasgar meu caminho

ela é a lua que ilumina a noite

para qual eu tenho que rugir

Ela sabe que não tem saída

e espera pelo meu ataque,

arrebenta as correntes,

e eu a caço com meus pés sangrentos

através da terra sagrada

como uma criança possuída,

Enquanto os demônios rugem em minhas veias

ela cai no chão,

e eu a alcanço,

a textura de sua pele

pura como um vestido de casamento

até se envolver em meus braços,

ela ainda me pede

moderação,

e eu a devoro

Sem nenhuma piedade