Há algo nas entranhas da minha alma
Que me puxa abaixo da superfície
E eu fico contra minha vontade ao lado do meu próprio reflexo
É assustador como parece que não consigo

Tento me encontrar de novo
Mas as paredes estão se fechando
O desconforto fez de mim um lar.

Rastejam em minha pele
feridas que não irão se curar
Me fazendo confundir o que é real

Sem segredos. Sem obsessão.
Desta vez eu corro
sem nenhuma direção.
Sem razão.

Minha mente desfragmentada
já não consegue mais dar fim a esses versos
e essa poesia acaba assim
com eu tentando abstrair
ansiedade
passado
angustia
violência
frustração
e falhando porque tive que
explicar neste paragrafo a porra toda.

Fodase.