Circula como álcool queimando a razão,
minha mente vazia e desajustada
naufraga na liquidez atemporal que ora me assombrava

O confidente das minhas ilusões me prescreve drogas
que acalmam a reação química caótica dos meus neurotransmissores,

mas eu não sei
até quando

Nas noites insones, no fundo de um copo vazio, Vejo refletida a sombra dos meus próprios demônios,
A fumaça do cigarro se mistura com a neblina, Enquanto meu coração se torna um reator descontrolado.

Impulsivo, imprevisível, Sou um personagem em um filme sem roteiro

Minhas palavras são como raios gama,
E minha mente, um reator descontrolado
e dividido.

Eu, a bomba nuclear, com medo de explodir e machucar todos ao meu redor
Acabo me vendo na iminência de implodir
e destruir a mim mesmo

Sinto-me como Oppenheimer
Um deus destrutivo,
sem controle sobre o que acabou de criar
Navego pelos abismos da minha própria personalidade,
E me pergunto se algum dia encontrarei redenção