Crianças corriam lá fora , as vezes choravam e as vezes riam.

Ao meu lado havia uma moça chorando.

Por alguém, por quem? Eu me perguntava.

A realidade ao meu lado e a inocência do lado de fora, a alegria de dois gêmeos brincando de luta e a moça não suportando a mesma.

O jogo, as peças de xadrez se movendo e sendo substituídas, constantemente. A nostalgia bateu a minha porta, aquele cheiro, aquele hospital, aqueles corredores. Não cultivo más lembranças, não cultivo nada.

Apenas mentiras, como a que disse no verso anterior.

Olho para as crianças e me pergunto em quanto tempo elas se tornarão aquela moça, em quanto tempo o castelo de fantasias irá se desmoronar e se tornar apenas uma casa, quando os heróis irão morrer e dar lugar aos boletos.

Para moça eu diria seja como as crianças. Para as crianças eu diria seja como a moça.

Para mim eu diria, “tire esse sorriso do rosto”.