Eu sei o que o pássaro enjaulado sente, infelizmente…
Quando o sol brilha nas encostas das montanhas;
Quando o vento se agita suavemente através da grama,
E o rio corre como uma corrente de vidro;
Quando o primeiro pássaro canta e o primeiro rebento se abre,
E do cálice lhe rouba o leve perfume –
Eu sei o que o pássaro enjaulado sente!

Eu sei porque o pássaro enjaulado bate a asa
Até que seu sangue manche de vermelho as barras cruéis;
Pois ele deve voar de volta ao seu poleiro e a ele se apegar
Quando seu desejo seria estar balançando em um galho
E uma dor ainda palpita nas velhas,
velhas cicatrizes
E ela pulsa novamente com uma picada mais aguda –
Eu sei porque ele bate a asa!

Eu sei porque o pássaro enjaulado canta,
Quando sua asa está machucada e seu peito dolorido,
Quando ele bate nas barras para ficar livre;

Eu sei porque o pássaro enjaulado canta!