Eu sou o cigarro se acabando entre os seus dedos,
a cicatriz em seu rosto por traz da maquiagem,
a maçã mordida estampada na parte de trás do telefone.
Eu te joguei num pano de guardar confetes,
Misturei o seu brilho nos meus devaneios tolos,
atirei para o céu inúmeras vezes,
e com a pólvora que restou
me camuflei entre as cinzas que deixou.
Meros devaneios tolos
me torturam enquanto beijo a lona
Minha carne trai
normalmente,
comumente,
fatalmente,
felizmente
Displicentemente
o nervo se contrai
Violetas velhas sem um colibri
Fotografias recortadas em jornais de folhas
Meus vinte anos de plágio, that’s over, baby
A grande nuvem escura já me envolveu
Nietzsche explica.