Pequenos feixes de luz entrelaçados entre meus dedos
o vento derruba o pássaro que dança na atmosfera
saboreio um café amargo
Enquanto tento conter minha sede
é a violência na minha natureza
Corroendo minhas veias
e queimando meu sangue de novo
injetem o poder na minha veia mais uma vez
motel, bebidas e inocência perdida
empunhamos armas por diversão,
atiramos em corações por prazer
e deitamos em camas
mais confortáveis
do que aquelas que merecemos
E o pássaro vem pairando levemente no ar
e o café começa a esfriar
não está bom o suficiente
Como nunca esteve
injetem o poder na minha veia mais uma vez
para que eu possa sentir seu pescoço em minhas mãos
e sua pele molhada de álcool escorrendo pelo meu corpo em chamas
todas.
as fichas.
do poker.
foram.
desperdiçadas.
e tudo o que nos resta é gastar
tudo aqui
de novo
Injetem tudo o que restou
Para que as chamas consumam
Todos a nossa volta
E as algemas derretam sob a nossa pele
E quando não tiver mais
tudo o que irá me restar
serão esses feixes de luz em uma mão
e este pássaro ferido na outra
E mesmo que eu sinta um gosto amargo
Vou preferir lembrar
do sabor do poder
escorrendo pela minha boca
E isso vai me ajudar
por alguns dias
Como uma reabilitação,
E daqui a pouco
estaremos aqui de novo,
com poesias desconexas e
palavras como
ácido,
poder e
violência
sendo jogadas nessa tela
por pura
Abstinência.