A sede que sinto
me consome

Nada
é
suficiente

Eu bebo o meu próprio sangue intoxicado de mentiras.
Eu me alimento do meu próprio cerebro infestado de vermes dopaminérgicos

Neurônios e memorias vão escorrendo pelos meus dedos
e eu reescrevo incansavelmente minha historia na parede

meus sonhos são projetados através dos buracos em meu peito
e me atormenta perceber que nenhum pesadelo é pior
do que aquele em que eu sou uma pessoa melhor.

Eu estou pisando e sendo pisoteado
Eu estou lutando e sendo vencido
Eu estou ferido e estou curado

Eu não estou perdido mas estou sendo encontrado
Eu estou dançando e estou parado
Eu estou vivo e estou morto.

e minha sede agora se foi.

mas eu sei que ela vai voltar.