As vezes eu era o frio soviético
As vezes eu era o gás em Auschwitz,
As vezes eu passeava por Londres.
As vezes eu era o medo no olhar do francês
A cocaína dos camicazes
E a sede de vingança americana.
Eu entregava flores pelos bairros do Brooklin
E o eu era o ator na Broadway também
As vezes eu era ela, a bolha do mercado financeiro
E algumas vezes eu era o atirador de columbine
Eles me chamavam de desespero;
Mas eu era a adrenalina,
Queimando suas veias
Apertando o gatilho
Lançando misseis
Tirando calcinhas
Fazendo apostas
Eles me chamavam de medo;
Mas eu era o impulso,
A decisão
O fogo
O mapa
A tensão
As bandeiras hasteadas em forma de vitória,
os projéteis rasgando o ar
rasgando as faces
e todos me culpam por tudo
E todos me chamam de diabo
Mas todos no fundo me admiram,
Eles me dão tapinhas nas costas
E dizem “obrigado, obrigado seu filho da puta”