Os egoístas esperam na fila,
Os conformados já estão em casa,
Ao leste existe a liberdade
Ao oeste há o poder
e no meio disso tudo,
está o que é meu.
Doa a quem doer a verdade há de vencer
Mas nessa estrada de cinzas, cultivo a mentira
Enraizada no pecado, regada com sangue
me contento com a derrota.
Vencedores.
Com seus ternos caros,
Carros luxuosos,
vivem reclamando da falta de tempo
E o vento não perdoa.
Ensurdece a medida que acelero
A medida que tento fugir
Mais alguns metros
percebo que estou perdido
Os demônios então param de cantar no asfalto
Há uma bela cerimonia
Rufam os tambores
Bailarinas descalças entram no palco
Saio do personagem
Vou para a fila
Todos aplaudem.